Pavimentos Decorativos

Produtos Aplicação
IRR Betuminoso Colorido Pavimento colorido e drenante, disponível nas mais variadas cores e acabamentos.
Colorpav Argamassa de resina colorida, com múltiplos acabamentos coloridos ou naturais.
Pavimento Resinas Pavimento drenante com acabamento premium, destacando a beleza do inerte natural.
Anti-derrapantes Acabamento para pavimentos pedonais e rodoviários.
Slurry Colorido / Super Slurry Revestimento superficial colorido, ideal para ciclovias.
Colorpav Sport Solução especialmente desenvolvida para a prática desportiva.
Pinturas Tintas para pavimentos.

Manutenção Rodoviária

Produtos Aplicação
Betuminoso para reparação de estradas em tempo chuvoso
Betuminoso frio para aplicação em tempo seco ou húmido
Betuminoso frio de cura rápida para aeroportos, auto-estradas e vias rápidas
Selante de betume frio para reparação de fissuras e preenchimento de juntas
Betuminoso frio de cura imediata para intervenções urgentes
Betuminoso frio para pavimentação e grandes reparações
Emulsões betuminosas para misturas e regas

Novidades

NeoAsfalto vai crescer através da exportação do “Know-How”

2011-05-17

Exportar “know-how” ligado ao sector dos aglomerados asfálticos é uma das formas encontradas por Mário Carvalho e Nuno Carvalho, responsáveis da NeoAsfalto. Mercados emergentes, mas também geografias de economias desenvolvidas estão a mostrar-se receptivos. Os EUA são um mercado a privilegiar, e a bricolage é outra área de negócio em estudo.

 

A NeoAsfalto, sendo uma empresa de raiz portuguesa e a trabalhar numa área que será das mais afectadas pelos cortes públicos, como encara o segmento dos betuminosos
em Portugal?
Nuno Carvalho (NC) –
No sector da construção verificam-se cortes, que inclusivamente levaram ao encerramento de várias médias empresas.
No entanto, entre outras, a especialidade da NeoAsfalto é a manutenção de pavimentos rodoviários, sendo que, dentro do sector, esta é uma área que cresce todos os anos.
Mário Carvalho (MC) – Acresce que a utilização dos produtos que disponibilizamos, incluindo uma nova gama de betuminosos frios para pavimentação, tem como resultado
a diminuição dos custos dos nossos clientes.


O que diferencia a gestão da NeoAsfalto das congéneres portuguesas?
NC –
Apostamos numa estratégia de diversificação que nos permite trabalhar em vários mercados. Somos uma empresa exportadora, com presença importante na Europa. Beneficiamos também de um maior efeito de escala derivado da aquisição de participações noutras empresas do sector.
MC – Investimos em investigação e desenvolvimento de novas soluções e todos os anos lançamos novos produtos, o que faz de nós uma referência nos mercados em que nos inserimos.
Os mercados vão dos países emergentes a economias consolidadas.


Embora este sector esteja consolidado e maduro, tem havido espaço para a inovação? O que estão a fazer nesta área?
MC –
Neste sector apostámos em soluções que seguem duas linhas orientadoras: a preocupação ambiental e a redução de custos. Este foi um desafio que resolvemos com a oferta de uma nova gama de betuminosos frios, baseados em emulsões. São produtos amigos do ambiente e mais acessíveis, destinados quer à manutenção quer à construção de pavimentos rodoviários.
NC– Acresce ainda o facto de que oferecemos produtos para sectores muito distintos. Além da manutenção rodoviária, produzimos vários pavimentos para exteriores, que têm sido reconhecidos através da contínua presença em obras públicas e privadas.


Ainda em Portugal e dado que as obras públicas deverão sofrer cortes e as obras privadas deverão ser substancialmente reduzidas, que outras áreas de negócio poderão via a explorar em Portugal?
NC –
Temos novos produtos e estamos prestes a entrar num novo sector, o dos pavimentos interiores. Aqui vamos em breve apresentar soluções que juntam as nossas resinas a um produto de vínculo fortemente português, a cortiça.
MC – Vamos ainda reforçar a aposta em novos canais de distribuição. Temos produtos que são excelentes para revenda nas lojas de bricolage, uma vez que são de aplicação simples: os pavimentos para jardins e à volta de piscinas. Prevemos começar negociações com as principais cadeias no decorrer deste semestre.


Como tem sido em Portugal o relacionamento com empresas internacionais do sector?
MC –
A concorrência está bem identificada. Algumas empresas são profissionais e oferecem produtos cuja qualidade se aproxima dos nossos, mas que a nível de preços não conseguem ser competitivos. Há muita oferta de materiais importados, normalmente são soluções monoproduto com qualidade inferior e que não têm grande sucesso. Há também quem siga uma política de vale-tudo, que é promovido através de notícias nos jornais a vender gato por lebre, como num recente concurso na Câmara de Lisboa e depois nem apareceram a demonstrar o produto. O mercado, felizmente, reconhece a nossa competência e qualidade.


Da história da NeoAsfalto parece privilegiar-se as geografias maduras do Centro e Leste da Europa e não mercados que estão à porta, caso do espanhol. Há alguma razão específica?
MC –
Para os produtos de manutenção rodoviária, o mercado dos países do Centro e Norte da Europa é mais importante. Isto fica a dever-se aos Invernos mais rigorosos, que implicam maiores necessidades de manutenção dos pavimentos.
Já Espanha e os restantes países do Sul da Europa gozam de Invernos mais amenos, sendo também empregadas soluções mais simples. Há dois anos apresentámos uma linha de produtos que se enquadram nestas características, tendo iniciado vendas para o mercado espanhol no ano de 2010. Este ano estamos a consolidar as vendas, estando previsto para 2012 o alargar da nossa ofensiva comercial a outros países do Sul da Europa.


Entretanto, abriram uma fábrica na Bélgica. Porquê a escolha deste país?
NC –
Fundamentalmente pela sua localização geográfica. Com a instalação de uma unidade na Bélgica, criaríamos uma plataforma de distribuição para o Centro e Norte da
Europa. Os custos de transportes são cada vez mais elevados, com resultados penalizadores a nível do custo das matérias-primas e de exportação de produto acabado. No entanto, actualmente estamos a redimensionar este projecto, estando prevista a exportação para este mercado do nosso know-how. Esta é a forma como nos vemos a crescer no futuro.


O que é vender asfaltos no mercado maduro europeu? Não são mercados suficientemente saturados?
MC –
O mercado europeu é extremamente exigente. A NeoAsfalto concorre directamente com os colossos do sector da construção e da indústria química. No entanto, é importante dizer que todos os anos apresentamos crescimento no volume de vendas internacional. E este ocorre conquistando quota de mercado que pertence a estes gigantes.
NC – Os mercados procuram produtos que associam qualidade a preços competitivos. A partir de Portugal fornecemos soluções que são reconhecidas em França ou na Suíça como sendo fiáveis e acessíveis.
MC – Apostamos fortemente em métodos de produção inovadores e temos actualmente como arma mais forte o “know-how” acumulado ao longo destes 10 anos.


Que perspectivas têm em termos da internacionalização para África ou Américas?
MC –
São mercados muito grandes e o próximo alvo da NeoAsfalto. O nosso objectivo passa por crescer através de parcerias, ou preferencialmente, através de venda do
“know-how”.
Estão neste momento já a decorrer negociações para parcerias em países africanos. No mercado americano, os contactos que tivemos permitem-nos antever que será
aquele que mais rapidamente se tornará preponderante no processo de internacionalização da NeoAsfalto, em especial na transferência de “know-how.”

Qual o vosso volume de negócios em 2010 e as projecções de negócios consolidados em 2011?
NC –
Em 2009, tivemos um “boom” de facturação promovido pelas obras públicas. Mas sabíamos da inevitável retracção do mercado.
Foi por isso que decidimos consolidar o nosso crescimento através de aquisições, permitindo manter o mesmo volume de facturação.
No ano de 2010, o volume total de vendas foi de 1,3 milhões de euros. Em 2011, prevê-se que a soma venha a aumentar, não só devido ao desempenho das empresas do
grupo, mas também com as novas áreas de negócio que arrancam no segundo semestre de 2011.
O mercado espanhol e irlandês, o mercado da bricolage são as novas apostas. A estes junta-se o alargamento da unidade de produção na Madeira, com introdução de novos
produtos, que prevemos que resulte num enorme crescimento. O resultado para 2011 deverá ser cerca de 1 milhão e seiscentos mil euros.
Este montante exclui os projectos de venda de “know-how” que iniciámos este ano, no qual os contratos representam valores significativos.
Devido à natureza sigilosa, não podemos divulgar o valor, no entanto, o seu peso é grande e permitirá que a empresa se financie para projectos nos próximos anos.


Ainda para 2010 e 2011, que peso representa Portugal nos negócios?
NC –
Em Portugal, a NeoAsfalto está presente em nome próprio e também através da Pav3D (Norte) e recém-renomeada NeoPav (Madeira).
Dentro do grupo, as vendas no mercado nacional representam cerca de 60% do volume de negócios. Os restantes 40% são principalmente
resultado do mercado onde somos mais fortes e reconhecidos como produtores de qualidade, a Europa.


É possível que, a prazo, Portugal seja uma mera referência e a NeoAsfalto seja uma empresa sedeada em outro país?
MC –
Portugal é um país periférico, que sofre com os custos associados ao transporte, no entanto, a NeoAsfalto é uma empresa nacional. Fazemos
todos os esforços para manter a produção em Portugal, bem como o centro de competências e de desenvolvimento.
NC – Contudo, tal como as restantes empresas, também nós temos dificuldades relacionadas com o nível de burocracia. Já a lentidão da justiça resulta em dificuldades de
cobrança. Estas situações acabam por afectar a nossa capacidade de investimento, no entanto, encaramos Portugal como um mercado que tem potencial para crescer e onde orgulhosamente está a nossa sede.

 

 

in jornal OJE

ver jornal

 

Copyright © 2010 , NeoAsfalto - Comércio e Indústria de Aglomerados Asfálticos Lda. Todos os direitos reservados.
Redicom.pt